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20/09/2018 - Jornal de Brasília

Porteiros eram aliados de quadrilha que fraudava cartões de crédito

Segundo a polícia, eles interceptavam a correspondência dos moradores e as repassava aos estelionatários
Por: Manuela Rolim

Uma organização criminosa envolvida na prática de diversos crimes de estelionato foi desarticulada pela Polícia Civil durante a Operação Hermes, na manhã desta quinta-feira (20). Logo cedo, agentes da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf) cumpriram mandados de busca e apreensão no DF e em São Paulo e prenderam dois suspeitos.

Segundo o delegado Wisllei Salomão, a organização atuava em vários estados. “As atividades eram divididas em grupos. No DF e em São Paulo, parte dos integrantes aliciava os porteiros das residências dos proprietários dos cartões de crédito, que repassavam a segunda via dos cartões e os dados das vítimas.
Em seguida, no Rio de Janeiro, outros suspeitos eram responsáveis pela compra dos celulares com os cartões clonados e identidades falsas. Na sequência, os aparelhos eram encaminhados para Brasília, onde eram vendidos em uma banca na Feira dos Importados ou pela internet. O pagamento pelo serviço, no entanto, eram feito por uma terceira pessoa”, detalha.

Lucro alto

A polícia destaca ainda o lucro altíssimo dos integrantes da organização. “Não conseguimos mensurar quanto o grupo movimentou desde abril, mas já sabemos que, em apenas um mês, o lucro foi de cerca de R$ 1 milhão”, afirma o delegado.

Os envolvidos no esquema vão responder pelos crimes de estelionato, organização criminosa, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. “Os porteiros também serão investigados e os chefes da organização, identificados. Além disso, a investigação vai continuar na tentativa de identificar outros criminosos e até as vítimas”, acrescenta Salomão. Segundo ele, os dois suspeitos presos na operação já tinham passagens por estelionato.

Polícia faz alerta

O delegado aproveita para alertar a população para os riscos de uma compra sem nota fiscal. “Nesse caso, por exemplo, os compradores, que são todos de Brasília, adquiriram os celulares na feira e não exigiram a nota, ou seja, não imaginavam que os aparelhos eram produtos de crime. Além de gastarem muito dinheiro porque pagaram o valor do mercado, ainda podem ter os celulares apreendidos. É preciso ter muito cuidado”, conclui.



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